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Nani Esmeraldina - A Cachorrinha garupa





uma cachorrinha Cocker Spaniel de 4 anos, que roda na garupa do seu "dono", inclusive Nani já participou de uma viagem de 4860km! Nani tem acumulado mais de 40.000km de estrada. Ela não é "coxinha"* (risos) e certamente é a prova definitiva que o "cachorro é o melhor amigo do homem" e que o prazer de se viajar de moto não é mais exclusividade dos seres humanos. (sic)

Tem muitos "motociclistas e garupas" por ai que ainda não rodaram o quanto a Nani já rodou! Estou mentindo? (olhe com atenção a foto dela acima e diz que não está no "estilo" !?)

A cachorrinha Nani roda com o Luiz Carlos (59 anos), motociclista há 38 anos. Desde que ele adquiriu sua primeira moto, sempre quis ter uma cachorrinha na garupa, ai apareceu a Nani... e hoje rodam os dois por ai... chamando atenção por onde passam.  
* Coxinha = termo usado no meio motociclístico com vários significados, segue um que abrange todos eles: "Um ser que pilota uma moto, porem sem alma de motociclista. Sem intimidade com o meio, a ética e peculiaridades motociclísticas". Definição por Rock Riders. 

Conheça a Nani e sorria... porque motociclismo estradeiro é só alegria...

Luiz Carlos, como surgiu essa idéia de rodar com a Nani na garupa?

Eu sempre fui um amante dos animais e desde que adquiri a minha primeira moto, já pensava em ter um cãozinho que andasse comigo. Fui protelando a idéia, pois, não sabia que cão iria se adaptar, como transportá-lo com segurança... etc.

Quando surgiu a Nani, comecei a rodar com ela, que ia na bolsa lateral, semi aberta e presa por extensores em forma de aranha. Ela usava bandana e óculos e nunca rejeitou nenhum acessório que eu lhe colocasse. Desde o início ela gostou da idéia e se comportava muito bem, demonstrando satisfação na nova modalidade de passeios. Nesta época ela tinha 6 meses de idade. Ao completar um ano, eu confeccionei a cestinha e o capacete para ela, para que viajasse com mais conforto e segurança. Ela vai presa por dois extensores duplos, que saem de dentro da cestinha e são afixados na sua coleira de peito, que tb é reforçada. Ela tem liberdade de movimentos, como deitar, sentar ou viajar de pé, que é a posição que mais gosta, contudo não consegue sair da cestinha.

E vocês viajam juntos nas estradas do Brasil... para onde já foram de moto? 

Já viajamos para muitos lugares e ela já acumula mais de 40.000km de estradas. A viagem mais longa foi de Niterói/RJ até Porto Alegre/RS. Rodamos nesta viagem um total de 4860km, visitamos 11 cidades no interior do RS. Isto seria um record e   poderia inscrevê-lo no Guiness Book, mas eles são muito exigentes e burocráticos.

Já foi para Vitória-ES, por três vezes. Litoral Paulista, como Caraguatatuba, Ubatuba, Santos, Itanhaem... Praticamente todas as cidades da Serra do Rio de Janeiro. Já fomos para São Paulo, Valinhos, Campinas, Jundiaí, Louveira... sempre saindo aqui de Niterói/RJ.

E como é a reação das pessoas que os veem juntos na moto?

Ela encanta as pessoas que a veem, pois, ela tem estilo e um comportamento praticamente humano, sempre atenta a tudo que se passa à sua volta. Muito "barraqueira", não tolera que mexam com ela e responde a todos, principalmente motoristas de caminhão. Inúmeras vezes somos solicitados a parar nas rodovias, por pessoas que querem fotografá-la em primeiro plano.

Ela faz o estilo de motociclista rebelde (risos). Nani já saiu em matérias em muitos canais de TV, jornais e revistas. Uma coisa que eu fiz despretenciosamente para uma satisfação pessoal e resultou neste tremendo sucesso.

Toda vez que a gente para em lugares que tenha aglomeração, a moto logo é cercada e fazem muitas perguntas e a fotografam entusiasmados. Sempre recebo elogios quando saimos a passear.  Ela é muito conhecida e já virou celebridade (risos). 




Assista o vídeo até o final e veja como o Luiz Carlos se emociona ao falar da sua "garupa especial Nani". Lindo...

E como é viajar com ela, deve ser bem diferente. Conte-nos a respeito.

Nas viagens de longo curso, ela é quem determina o rítmo, pedindo para parar, choramingando no meu ouvido e arranhando as minhas costas. Se eu me demoro em demasia nos postos de gasolina, ela me intima a continuar, latindo e tentando subir na moto sozinha.

Depois que comecei a rodar com a Nani, só com ela eu viajo, já que temos que realizar mais paradas e ter todo um contexto diferenciado. Mas é uma delícia! Não sei o que seria da minha vida sem a Nani...